Saiba reconhecer os sinais de intoxicação alimentar, quando se preocupar e quais cuidados adotar no dia a dia para evitar o problema.

O Brasil registra um aumento expressivo de casos de intoxicação alimentar em 2025, com mais de 64 mil atendimentos hospitalares entre janeiro e agosto, equivalente a 56,6% do total de 2024, conforme dados do Ministério da Saúde.
Quer saber mais sobre esse assunto e como prevenir o problema? Continue a leitura!
Causas e gravidade do problema
Esse cenário reflete falhas no preparo, armazenamento e comercialização de alimentos. A Organização Mundial da Saúde estima 600 milhões de casos anuais no mundo, com 420 mil mortes associadas a 200 doenças transmitidas por alimentos contaminados.
Por aqui, a subnotificação agrava a situação, pois sintomas como vômitos, diarreia, febre e dores abdominais, que surgem entre 30 minutos e 72 horas após a ingestão, muitas vezes são confundidos com outras condições ou tratados por automedicação.
Hábitos que favorecem a contaminação
Entre as práticas comuns que elevam o risco de contaminação podemos destacar:
- Armazenamento inadequado de hortaliças.
- Uso da mesma tábua para alimentos crus e cozidos.
- Higienização incompleta de folhas.
- Falta de controle de temperatura no preparo de carnes.
Esses erros, somados a compras impulsivas em locais sem boas práticas, explicam o crescimento dos casos.
Medidas preventivas essenciais
Para reduzir riscos, adote estas orientações baseadas em recomendações do Ministério da Saúde e especialistas:
- Lave as mãos antes, durante e após o preparo de alimentos, após usar o banheiro ou manusear animais.
- Verifique aparência, validade e rótulos antes de comprar.
- Use apenas água tratada (filtrada, fervida ou clorada), inclusive para gelo.
- Cozinhe adequadamente, evitando alimentos crus ou mal passados, como maionese caseira com ovo.
- Higienize superfícies, utensílios e ovos imediatamente antes do uso.
- Consuma apenas leite e derivados pasteurizados ou fervidos.
- Separe alimentos crus dos cozidos para evitar contaminação cruzada.
- Armazene perecíveis na geladeira logo após a compra.
- Observe a limpeza do estabelecimento e descarte produtos com odor alterado ou embalagem estufada.
- Higienize frutas e verduras com solução clorada e evite folhas sem procedência.
- Mantenha carnes refrigeradas e nunca recongele alimentos descongelados.
- Denuncie irregularidades à Vigilância Sanitária ou Procon.
A prevenção depende de ações conjuntas entre poder público, empresas e consumidores.
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